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Cães e o Stress

Causas, sintomas e tratamento

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Segunda, 26 de Maio 2008

Cães e o Stress
Muitas vezes comportamentos de stress em cães passam despercebidos pelos donos até ao dia em que o animal responde a situações de ansiedade de uma destas formas: atacar, ou fugir. Um cão que se esconde debaixo dos móveis, ou um cão que reage com agressividade para com o dono é um cão em stress.

Tal como as pessoas, o stress também pode afectar os animais. O stress não é mais do que um estado do organismo que tenta resolver situações de conflito, um desequilíbrio psicológico cujo resultado pode ser positivo, se levar à aprendizagem, ou negativo, se levar a um estado depressivo.

Todos se lembram da experiência de Pavlov de associar uma campainha à comida que resultou no reflexo condicionado do cão: salivar sempre que ouvia a campainha, mesmo que a comida não fosse apresentada. Menos conhecida é a experiência de associar estímulos desagradáveis, como por exemplo choques eléctricos, a estímulos agradáveis, tais como à comida ou à campainha. O resultado foi um comportamento errático do cão que não sabendo qual a melhor forma de reagir, entrava em stress.

O stress nos animais está sobretudo associado à convivência com a sua família humana. A humanização dos cães é uma das principais fontes de stress. Os cães têm uma percepção do mundo muito diferente da das pessoas, sobretudo devido à forma como o “sentem”. Para um cão, o mundo não é a cores, é a “cheiros”. Ao não deixar o cão cheirar o mundo que o envolve, inclusivamente cheirar quem marcou o território, cheirando as fezes dos outros animais, os donos do cão podem estar a contribuir para o aparecimento de stress no animal.

Não são raros os casos em que os donos contam que quando há discussões entre familiares, o cão foge da divisão e procura refúgio noutro lugar. Se isto ocorrer frequentemente, então estamos perante um cão em stress. Este animal sente que é o líder da “matilha” e não consegue resolver o problema entre dois membros da sua família. Frequentemente, estes sinais são considerados pelos donos comportamentos “engraçadas”, quando na verdade são alertas.

A confusão entre comandos também é frequente na relação entre o cão e o dono. O mesmo comando ou chamamento é usado tanto para castigar como para felicitar o cão, deixando-o confuso quando, por exemplo, ouve o seu nome, sem conseguir distinguir se vai ou não ser castigado. Para além disso, um cão nestas circunstâncias não sabe o que o dono espera dele. Se o dono chama o cão para o castigar quando este está por exemplo a roer um tapete, o cão entende que foi castigado por ter ido ter com o dono e não pela asneira que estava a fazer, pois a última coisa que fez, é sempre aquela a que ele associa o castigo. Neste caso roer o tapete não foi a última acção, mas sim responder ao comando do dono.

As alterações de padrões a que o animal está habituado também podem ser factores causadoras de stress: mudar de casa, a vinda de um novo membro para a família (animal ou humano) e barulhos ou cheiros fora do comum. O barulho dos foguetes é um bom exemplo. Os cães geralmente ladram e tentam esconder-se quando ouvem o rebentar dos foguetes, mas o stress só aparece se o cão for frequentemente exposto a esta situação. Novas situações como viagens de avião ou  um bebé que começa a gatinhar são um desafio para um cão. Este pode sentir-se confuso, com medo e poderá desenvolver padrões comportamentais extremos: fuga ou ataque.

Outras situações como a uma má alimentação, demasiado treino (exigir demasiado do cão), multidões ou festas com bastantes pessoas, nervosismo de uma pessoa que lhe é próxima, morte do dono, pouco espaço para se exercitar, estar constantemente preso ou acorrentado, falta de companhia, donos agressivos ou insistentes e outros cães que o aborreçam constantemente são causas que deixam o cão nervoso, ansioso e em stress.

Toda a gente já ouviu histórias acerca de animais extremamente apegados aos donos, que chegam mesmo a morrer de desgosto ou saudades. Mas, o contrário também é verdade: donos extremamente apegados ao cão, ao ponto de não respeitarem o seu espaço tornam-se “chatos” e podem contribuir para o aumento da irritabilidade do animal. Contudo, um cão gosta de companhia e atenção e se ficar fechado ou acorrentado durante longas horas sem estímulos, desenvolve também distúrbios comportamentais.

Sintomas de stress

Os sintomas mais frequentes num cão em stress são:

  • Perda de apetite;
  • Perda excessiva de pêlo;
  • Tremores e comichões;
  • Descontrolo dos fluídos corporais – urinar fora do sítio, diarreia e mesmo vómitos;
  • Agressividade em relação ao dono – rosnar quando este se aproxima ou mesmo atacá-lo;
  • Fuga – fugir de casa ou esconder-se frequentemente debaixo de móveis;
  • Patas suadas – deixar pegadas suadas no chão;
  • Pupilas dilatadas, olhar “congelado”,  corpo rígido e cauda baixa;
  • Excessivo ladrar, baba ou lamber os lábios e o nariz;
  • Comportamento destrutivo dentro de casa.

Tratamento

O tratamento do stress passa por descobrir o que está a causar ansiedade ao cão e tentar eliminar/atenuar esse estímulo.

O treino pode ser um solução, uma vez que obriga a que o dono passe mais tempo com o cão e lhe dê mais atenção. Para além disso, ajuda a estabelecer hierarquias: o cão deixa de ser o líder e passa a poder recorrer ao dono para orientação. Mas há que salientar que o treino terá de ser com base no reforço do comportamento positivo, uma vez que castigar o cão pelos comportamentos indesejáveis pode ter os efeitos contrários ao desejado e torná-lo ainda mais agressivo.

Mas o treino não é resposta para tudo, uma vez que a fonte de stress do cão pode ser um mau treinador. Exigir demais em pouco tempo leva à fadiga do cão. Uma introdução prematura no cão nas provas, onde não há reforço do comportamento positivo, pode gerar confusão e desencadear maus desempenhos do animal. Brincar com o cão é sempre uma forma alternativa de o estimular. O cão deve ter sempre brinquedos indicados para a sua idade/constituição que permitam que se distraia sozinho ou com o dono.

Passear o cão, alterando os percursos, dando-lhe a hipótese de explorar novas áreas e permitindo-lhe exercitar o corpo funciona como uma forma de libertação de energias e acalmia para o animal.

Independentemente da razão por detrás do stress do cão, é imprescindível que o dono se apresenta calmo e seguro e passe a ter mais tempo de qualidade com o cão. A socialização do cão desde o nascimento é uma boa forma de prevenir o stress. As situações de stress nos cães são geralmente reversíveis, mas é indispensável a consulta de um veterinário que o ajude a identificar sintomas e o aconselhe no tipo de tratamento a adoptar.
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Comentários (19)adicionar comentário
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25.06
estrelinha77 disse:
Muito interessante e util este artigo!!! A minha cachorra está a passar por isto devido a 1 situação traumatica q viveu. Já conhecia mtas das coisas descritas no artigo. No caso dela, coça as patas até arrancar o pêlo. Tb sabia q é preciso fazer tratamento, mas é sp bom saber q ela n é a unica e q as coisas podem ser ultrapassadas!! Continuem a fazer artigos cm este pq mta gente n sabe q os cães sofrem de stress nem o q fazer!!
20.06
MiausRafa disse:
Muito interessante este artigo.
12.06
dinadomingues disse:
muito muito interessante e vai fazer com que eu esteja sempre alerta tenho um cão (cocker) a chegar a uma idade muito avançada e está na fase de "sem paciência" e ladra porque quer ir para casa, ladra porque logo a seguir quer ir para a rua, ladra se deixo a porta aberta, ... talvez não seja só por estar a ficar velhinho, talvez esteja também enervado com os outros mais novos
09.06
Aguilar disse:
Achei este artigo de grande importância, e tomo a liberdade de sugerir o livro que reforça tudo o que foi dito e com outras tantas sugestões e histórias respeitantes ao treino dos donos e reabilitação dos cães, caso não tenha sido o artigo mesmo baseado neste: "A Paixão de Cesar", de Cesar Millan, na FNAC.
04.06
Rainbow disse:
Muito interessante!
01.06
Kynikos disse:
Um dos problemas que mais me aflige quando tenho cachorrinhos para dar para adopção , não é tanto a a procura e o encontrar pessoas de bom caráter e que sinta que gostam mesmo de animais.O problema maior é que, uma vez tendo o animal consigo as pessoas, normalmente não se apercebem de que levaram para casa um CURSO INTENSIVO PARA FAZER, que vai por em causa a sua própria pessoa.Um cão é um cão e um ser humano é um ser humano.Por isso, é muito importanto que todos os que adoptam animais devam fazê-lo de froma MUITO RESPONSÁVEL e isto inclui aprender sobre aquela a espécie que decidiram dedicar a sua atenção : cão, gato, pássro, etc.Quantas vezes não se vêm caturras, papagaios e outras espécies raras, presos a gaiolas exíguas, anos e anos a fio. É o sentimento de posse que motiva as pessoas a desejá-los. Posse por animais belos, raros, ou caros.Uma vez adquiridos, passam a ser objecto de vaidade dos seus "donos" e a VIDA do animal nada, ou pouco vale para eles.É preciso AMOR ,um FORTE SENTIDO DE RESPONSABILIDADE e um PROFUNDO RESPEITO em relação aos seres indefesos que são, afinal, TODOS OS ANIMAIS! Gostei do artigo.........obrigada Kynikós
31.05
paulabunny disse:
E um bom artigo, eu tenho problemas com o meu, ate ja fui com ele a consultas de comportamento mas nºao sei , axo k nao esta resultar. e k ele veio para mim com dois anos e era mt maltratado, ja foi mordido por um pit bull e quiemado por um velho e akora comigo e bem tratado mas por vezes tenta atacar me, toma medicamentos e tudo.
30.05
ZAZOR disse:
Muito bom artigo. eu estava mesmo a precisar de me informar acerca do assunto, obrigado!
29.05
deisiane disse:
nossa muito bom, não conseguia intender porque minha cachorra Mista, agia dessa forma! Mas agora entendo , stresse. Agora preciso começar o Tratamento... Obrigada
29.05
100conclusao disse:
Esperemos que este artigo bastante útil e esclarecedor, ajude as pessoas a perceber que para ter um animal de estimação é preciso tratá-lo como mais um membro da família. Porque se é para o ter em condições precárias , pense duas vezes antes de o levar para casa.
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