está aqui: home > cães > cão de castro laboreiro

Envie a um amigo
Recomende o vivapets
de:


para:


mensagem:

[ enviar ]
Adionar a página aos Favoritos 

Cão de Castro Laboreiro

O defensor do gado

Cão de Castro Laboreiro
origem:Portugal
classificação:Cães de Pastoreio
altura:52 para 60 cm
peso:0 para 40 kg
exercício: Médiotreino: Razoávelclima: Temperadointerior/exterior: Fora de casaalimentação: Pouco exigentetamanho: Médio
Adicionar aos meus items favoritosÉ um perito nesta raça?envie esta página a um amigoadicione um comentárioadicione um link
Adicione esta raça aos seus tópicos favoritos
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.
É um perito nesta raça?
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.
envie esta raça a um amigo!
Preencha o formulário abaixo

o seu nome:
o seu email:
nome do seu amigo:
email do seu amigo:
comentários:
 

História [ editar ]

A região do Castro Laboreiro está situada no extremo norte de Portugal, rodeada por Espanha a norte, este e sul. Com a Serra da Peneda a conferir-lhe um cenário pictórico único, é uma região montanhosa, agreste, onde se torna difícil viver. Desde sempre que os seus habitantes se dedicaram à pastorícia. Mas o isolamento e o tipo de subsistência levaram rapidamente ao surgimento de um tipo de cão com características muito específicas que o diferenciam das restantes raças nacionais.

É difícil identificar as origens do Castro Laboreiro, no entanto, acredita-se que a sua evolução seja paralela e semelhante à de outras raças portuguesas, tais como o Rafeiro Alentejano e o Serra da Estrela. Uma raça muito antiga, ainda hoje mantém características lupinas tais como determinadas reacções temperamentais, e em alguns exemplares, a cor dos olhos amarelados. A região não possuí grandes pastos pelo que os rebanhos são necessariamente pequenos e assim, algumas ovelhas, uma ou duas vacas e um cavalo, constituem os bens animais da família. Por esta razão não faz tanta falta um cão pastor como um cão que defenda o gado que fica nos terrenos de pastagem, confiado exclusivamente à sua guarda.

Neste terreno podemos então assistir a comportamentos típicos do cão de Castro Laboreiro: começar por rodar o local em busca de algum inimigo escondido e só então se deita junto do gado continuamente à sua guarda. Se este rebanho é composto por ovelhas e animais de outras espécies coloca-se junto daquelas, por saber que pela sua maior vulnerabilidade se tornam em presas preferenciais do predadores.

A raça, de grande pureza étnica, viu quebrado o isolamento da região devido à melhoria das acessibilidades, sendo de temer o seu abastardamento através da introdução de sangues estranhos. Aqui é de elogiar a acção do pároco de Castro Laboreiro, Padre Aníbal Rodrigues que consciente do valor cultural que esta raça representa para a região, soube preservá-la através dos inúmeros conselhos transmitidos e esforços despendidos nesse sentido. Esta tarefa tornou-se mais difícil de prosseguir uma vez que foi crescente a aculturação sofrida pelos emigrantes de região nos países de acolhimento, de onde resulta muitas vezes o desrespeito pelos valores tradicionais.

O Clube Português da Canicultura tem também colaborado na preservação da raça no seu solar, através da organização anual desde 1954, de concursos que têm como finalidade orientar a população da região na escolha de reprodutores mais interessantes quanto a características étnicas. O estalão da raça é da autoria do Prof. Dr. Manuel Fernandes Marques, fruto da observação de grande número de exemplares, constitui a base para qualquer valorização do valor morfológico dos exemplares. Apesar de relativamente pouco conhecida e injustamente mal apreciada no resto do país, é difundida sobretudo na região minhota.

Esta tendência tem vindo a ser contrariada pela expansão pelo resto do país. Analisando a evolução da percentagem de registos no LOP relativamente ao total de registos, constata-se um decréscimo a partir do ano de 1960. Na década de 80 dá-se uma certa recuperação sobretudo devido ao interesse de alguns canicultores e posteriormente devido à acção do clube da raça.
a editar: História [ fechar ]
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.

Temperamento [ editar ]

Companheiro leal e dócil para os donos, tem índole nobre e expressão severa e rude denotando a rusticidade do montanhês. Ágil, resistente e nervoso, mostra-se frequentemente hostil sem contudo ser muito confrontador.

Pode ser algo agressivo com estranhos, e devido à sua proximidade com a espécie lupina apenas tolera ordens dos seus donos, aceitando mal qualquer ensinamento de outra pessoa.
a editar: Temperamento [ fechar ]
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.

Descrição [ editar ]

Cão a tender para rectilíneo, lupóide tipo amastinado. É indispensável na protecção dos gados contra ataques dos lobos que ainda hoje existem. É uma sentinela ideal para a vigilância constante que exerce sobre os pontos que lhe foram confiados, rondando-os com frequência. É um animal vigoroso, de agradável conjunto morfológico e algumas vezes de vistosa pelagem.

Tem um ladrar característico, muito alto, começando com tons variáveis, mas em geral graves e terminando em agudos prolongados a lembrar os uivos lupinos. A cabeça é regular de tamanho, denotando leveza e não empastamento, bem guarnecida de tegumento, mas sem rugas. A cabeça define a raça pelo que deve obedecer estreitamente ao estalão em vigor. Orelhas regulares, pouco espessas e de forma ligeiramente triangular, mas arredondadas nas pontas; pendentes, de inserção um pouco acima da média caindo naturalmente e paralelamente de um e outro lado da cabeça.

Quando o animal está atento a orelha volta-se para diante, ficando a face externa em posição anterior. Os olhos são oblíquos, à superfície da órbita, amigdaliformes, médios no tamanho, iguais e bem abertos, de expressão severa e rude; cor castanha, em várias tonalidades desde o claro, nas pelagens mais abertas, até o castanho, quase preto nas pelagens mais carregadas. Maxilas potentes e bem cerradas, boca fendida de beiços regulares, não pendentes, nada carnudos, ajustando-se bem e de comissuras pouco aparentes. Dentes inteiros, brandos, fortes, adaptando-se bem e bem implantados em maxilas poderosamente musculadas. Admite-se também a dentição em tesoura.

O pescoço é direito e bem constituído, curto, de grossura proporcional, bem ligado ao tronco e de boa inserção cefálica, o que faculta à cabeça um altivo porte sem barbela. O peito é em ogiva, alto, largo e regularmente profundo. Na linha superior o dorso é horizontal e de comprimento regular; a região lombar é forte, larga, curta, musculada, ligando-se harmoniosamente à garupa, que se lhe segue a constituir um plano de suave inclinação. Na linha inferior o ventre não é volumoso é de facto ligeiramente retraído, mostrando sensível diferença de nível entre as regiões xifóidea e púbica, o que dá uma linha inferior de apreciável inclinação do externo até às virilhas.

A cauda é inteira descendo até ao curvilhão quando o animal está sossegado; em alfange, de airoso porte, seguindo-se à garupa segundo uma bela linha de inserção, mais alta do que média, e caída naturalmente entre as felpudas nádegas, mas destacando-se delas. Se o animal ficar excitado, a cauda ultrapassa a linha do dorso, inclina-se para cima, para diante e um pouco para o lado, mas nunca para baixo em trompa. Os membros anteriores e posteriores são muito correctos de aprumos em todos os quatro membros, quando vistos por detrás e de frente. Quando vistos de perfil a correcção mantém-se nos anteriores mas nos posteriores a linha do curvilhão abaixo inclina-se um pouco para diante da vertical.

A ossatura é bem desenvolvida e coberta de músculos, especialmente no braço e coxa. Os pés são proporcionais e mais arredondados que compridos, tendendo para o pé felino. Os movimentos possuem uma locomoção rítmica e fácil; o passo é normal e às vezes travado, a não ser que algo o leve a mover-se mais velozmente (a trote ou galope).
a editar: Descrição [ fechar ]
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.

Tipo de Pêlo [ editar ]

Grosso, resistente, ligeiramente áspero ao tacto, liso, impermeável, bem assente em quase todo o corpo e abundante tem um tom ligeiramente baço. É predominantemente curto sendo que é normalmente mais curto e basto na cabeça e orelhas onde é mais fino e macio. É espesso e longo na cauda, dando-lhe maior grossura na parte média e nas nádegas, que são particularmente peludas. Não tem pelugem. É vulgar o lobeiro nas suas tonalidades claro, comum e escuro, sendo esta última mais predominante.

Em casos excepcionais, pode-se encontrar no mesmo cão três variedades de regiões diferentes: o lobeiro escuro na cabeça, dorso e espáduas, o lobeiro comum no tórax, garupa e coxas e o lobeiro claro no ventre, terços e bragadas. A preferida cor é a “cor de monte” tal como os autóctones a designam, considerada pelos criadores das regiões castrenses como característica étnica: pelagem composta, alobatada, pardusca, com cambiantes, mais ou menos carregadas, no preto, tendo à mistura, no todo ou em parte, pêlos castanhos, cor de pinhão, ou avermelhados, cor de mogno.
a editar: Tipo de Pêlo [ fechar ]
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.

Observações [ editar ]

Conhecedor da maior vulnerabilidade de certos elementos do rebanho que defende, coloca-se junto deles e com extraordinário instinto de propriedade defende-os com valentia assim como acontece com os restantes bens do dono. Além do seu trabalho como protector do gado contra lobos e outros predadores, é agora também usado como cão de guarda e no trabalho da polícia. Necessita de exercício considerável e o seu pêlo não exige qualquer tratamento em particular mas uma escovagem mínima pode melhorar a sua aparência.
a editar: Observações [ fechar ]
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.
Adicionar novo bloco [ adicionar ]
adding: [ fechar ]
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.
[ É um perito nesta raça? Editar esta descrição(moderado) ]
Comentários (4)adicionar comentário
Esta funcionalidade exige que esteja registado no VIVAPETS

Pode fazer o login da sua conta ou criar uma nova conta.
29.03
Esquematico disse:
Excelentes companheiros da família, muito bons a guardar o espaço que consideram seu. É uma raça claramente subvalorizada e é pena que assim seja.
22.07
fidelmouro disse:
O CL é tão extraordinário, particularmente o meu, que nunca ladra junto ao dono. Cada amigo do dono, na presença deste, é um amigo do CL. Com as crianças é super-meigo. Todos os dias, religiosamente, ao anoitecer e ao amanhecer tem rituais sonoros de marcação de presença de causar respeito nas redondezas. quando abri o site e vi a fotografia reconheci imediatamente o meu exemplar que é rigorosamente igual. Quanto às medidas e peso, prometo ir verificar depois do meu regresso de férias. é uma questão interessante mas um estalão datado de 1967 não é assim tão distante e não me parece que isso seja necessário nos próximos tempos. Perigoso mesmo é a mistura com outras sanguinidades. Felizmente os CL, porque pouco conhecidos e reconhecidos não estão tão sujeitos quantos os seus primos Serra da Estrela, por exemplo.
28.01
Mushroom disse:
psm108, o meu cCL pesa 50 (dia 26/01/07 pesado) , já medi o meu mas fou há mais de 4 anos. Claro que há casos e outros casos, uma grande parte desta raça tem 40 a grande parte dos exemplares, sendo a média. Tendo agora a maioria dos criadores que criam esta raça em adultos com maior peso e maior altura. Entende que isto é mediante a média desta raça, e sim concordo contigo em fazermos uma nova média. Que tenda a ficar com valores ainda mais altos.
10.07
psm108 disse:
Estou tendo uma certa dificuldade em entender/aceitar o relacionamento da altura com o peso. Se um Castro Laboreiro mede apenas 60cm até à cernelha o peso jamais ultrapassará os 30Kgs... Um CL com 60cm e 40Kg deve estar tão gordo que mal consegue andar! Embora o CL não seja um cão grande 60cm é baixo demais. Sobretudo nos nossos dias em que a alimentação é tão fortificada que a tendência natural é para eles se desenvolverem um pouco mais. Gostaria de saber o que os outros donos de CLs aqui no vivapets têm a dizer quanto a isto... Alguma vez os mediram? E quanto é que pesam? Seria interessante fazermos uma revisão a este estalão que data de 1967.
rede vivapets:  Português Português English English Español Español Deutsch Deutsch