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Dálmata

Como no filme... (outros nomes: Cão da Dalmácia, Dalmatinac)

Dálmata
origem:Croácia
data de origem:Antiguidade
esperança de vida:10 a 12 anos
classificação:Cães de Levante e Corso - Raças semelhantes
altura:54 para 61 cm
peso:24 para 32 kg
exercício: Exigentetreino: Razoávelclima: Temperadointerior/exterior: Dentro de casatosquia: Necessita de cuidados com o pêloalimentação: Exigentetamanho: Médio
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História [ editar ]

O Dálmata tem uma pelagem única, que não existe em mais alguma raça de cães, responsável pela sua popularidade e fácil identificação.

As origens deste cão singular são incertas. Os primeiros artefactos históricos sobre a raça surgem em várias zonas do globo: Europa, África e Ásia. No Egipto, baixos-relevos mostram um cão semelhante ao Dálmata. Na Grécia, frescos representam cães com esta pelagem. Da Ásia vem a teoria de que estes cães acompanhavam o povo Rom, também apelidados de ciganos, que têm as suas raízes na Ásia, mas que acabaram por se espalhar pela Europa e eram frequentemente encontrados na actual região da Croácia.

Outra hipótese para as origens desta raça é a de que foi criada pelo poeta Jurij Dalmatin, que cantou estes cães na sua obra, datada do século XVI. Segundo esta corrente, o poeta esloveno recebeu dois cães turcos e começou reproduzi-los. Eventualmente a raça acabaria por receber o nome do criador, o nome original da raça é Dalmatinac. Contudo, este poeta terá provavelmente popularizado uma raça que já existia, uma vez que para além dos registos mais antigos gregos e egípcios, também frescos italianos de 1360 mostram cães com pelagens pintalgadas.

Por fim, também a Inglaterra entra na corrida, defendendo que existia no seu território um cão semelhante ao Dálmata, o Bengal pointer, que apresentava também uma pelagem contrastante com manchas escuras espalhadas sobre um fundo claro.

A Dalmácia é uma região que cobre quase a totalidade da actual Croácia. Durante décadas, este país reclamou a origem do Dálmata. O reconhecimento internacional só veio em 1993, quando o FCI cedeu à pressão croata, mas não por completo, pois continua a não atribuir guarda do estalão da raça ao país.

Apesar da origem incerta, sabemos que o Dálmata é extremamente antigo, existindo provavelmente antes da Era Moderna. Na Idade Média era utilizado como cão de acompanhamento de carruagens, isto é, um cão que caminhava ao lado das carruagens guiando os cavalos e protegendo-os de possíveis ladrões enquanto o dono se ausentava.

Mas os usos do Dálmata ao longo da história não ficam por aqui e a versatilidade é incrível sabendo que actualmente é sobretudo procurado pela sua beleza. Mas o Dálmata já foi de facto, cão de guerra, cão de alerta, condutor de gado, cão de caça (seguir trilhos, cão de cobro), exterminador de ratos,  cão de circo, cão de tracção (utilizado para puxar carruagens), etc.

No século XVII, o Dálmata tornou-se bastante popular, sobretudo na Inglaterra e mais tarde nos Estados Unidos da América. Neste país, foi devido à sua habilidade em trabalhar em conjunto com cavalos e carruagens que lhe valeu trabalho permanente junto dos bombeiros. Estes contavam com o Dálmata para desimpedir as ruas quando iam a caminho de um incêndio. A popularidade do Dálmata diminuiu com a invenção do automóvel e passou a ser a mascote dos bombeiros em vez de membro activo.

O pêlo branco com pintas pretas torna esta raça tão característica e apreciada que facilmente é reconhecida por toda a gente. A sua enorme popularidade deve-se em grande parte ao filme da Walt Disney para crianças "Os 101 Dálmatas" baseado no livro de Dodie Smith com o mesmo nome. Este retracta o anseio de uma milionária sem escrúpulos em possuir um original casaco feito a partir da pele de Dálmata.

A grande preocupação actual dos criadores é garantir a preservação das pintas que ainda hoje distinguem o Dálmata de todos os outros cães. Não basta ter pintas: elas têm que ser perfeitas, de ter o tamanho ideal e de ter uma distribuição e cor correctas de modo a manter a elegância da raça. Curiosamente, ao nascer estes cães são de um branco imaculado levando ainda algum tempo para que se desenvolvam.
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Temperamento [ editar ]

O Dálmata é normalmente bastante alegre, sempre pronto para brincadeiras e longas caminhadas.

Muitas vezes comprados por impulso, devido à sua popularidade e aspecto único, os donos não se informam sobre o tipo de cão que estão a adquirir. O Dálmata tem uma alta necessidade de exercício e pode desenvolver distúrbios comportamentais se não for exercitado convenientemente. Necessita de um treino firme e consistente, que aposte no reforço positivo. Os Dálmatas maltratados são conhecidos por manterem essas memórias e não ultrapassarem os traumas até ao fim das vidas. Os Dálmatas são animais inteligentes, característica responsável por alguma teimosia.

De temperamento bastante dócil, os Dálmatas podem ser bastante desajeitados com crianças mais novas, visto gostarem de brincadeiras enérgicas e exuberantes. O Dálmata é receptivo a outros cães, mas por vezes podem surgir atritos sobretudo entre dois machos. Sensíveis e leais, os Dálmatas são bons cães de alerta.

Devido ao espírito vivo e enérgico do Dálmata, este não é um cão ideal para apartamento. Nestes casos, o Dálmata deve ser levado a dar um longo passeio várias vezes ao dia. Bastante enérgicos no interior, a raça dá-se melhor com um quintal ou pátio de tamanho médio, o que não dispensa os passeios com o dono. Este cão não é de exterior e deve ter abrigo para os dias frios e sombra para os dias quentes.
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Exercício [ editar ]

Criados para acompanhar cavalos, os Dálmatas são cães velozes e resistentes. A um ritmo moderado conseguem correr um dia inteiro. Por isso, o Dálmata é bastante exigente no que diz respeito ao nível de exercício diário.

Em pequeno, o exercício deve ser menor e deve ser composto sobretudo por passeios. Os cães pequenos não devem subir ou descer escadas, saltar ou permanecer em superfícies escorregadias. Em adulto, os instintos de caça despertam, fazendo com que se distraia facilmente com cheiros e trilhos e que se perca se o dono não o tiver com trela.  
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Aparência Geral [ editar ]

O Dálmata é um cão inconfundível. De porte médio, os machos têm entre 56 e 61 cm e pesam entre 27 e 32 kg. As fêmeas são mais baixas e ficam-se pelos 54 a 59 cm, pensando menos, 24 a 29 kg.

O Dálmata possui uma cabeça de comprimento médio e um focinho vigoroso. O stop é marcado. O nariz tem a cor em harmonia com a da pelagem, podendo ser preto ou castanho, conforme a cor das pintas. Os olhos são pretos ou castanhos, redondos, com um rebordo preto ou castanho de acordo com a cor das pintas, de expressão viva e inteligente. As orelhas têm inserção alta na cabeça, arredondadas na ponta e são mantidas junto à cabeça. Os membros anteriores são verticais e os posteriores arredondados. Tem  pés de "gato", redondos e arqueados. A cauda é comprida, devendo atingir os jarretes, e é trazida levantada com uma ligeira curva. Deve ser de preferência pintalgada também.

A pelagem é curta, lisa e grossa e deve ser densa e brilhante. A cor do fundo é sempre branca e as manchas são pretas ou fígado. As pintas devem ser redondas e com 2 a 3 cm de diâmetro. As pintas na cabeça, causa e extremidades são mais pequenas do que as encontradas no resto do corpo. Os exemplares menos manchados são os mais apreciados, sendo considerado defeito quando duas manchas se juntam (excepto nas orelhas).
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Saúde [ editar ]

O Dálmata é um cão saudável, sendo o calcanhar de Aquiles da raça, a alta incidência de surdez. Geneticamente, os cães de pelagem branca estão mais predispostos a tornarem-se surdos. O risco aumenta conforme a extensão de branco. Por vezes a surdez dos cães pode ser mascarada se se manifestar em apenas um ouvido. Contudo existe um teste específico para detectar estas situações e os criadores devem fazê-lo em todos os cães que planeiem reproduzir.

Os Dálmatas são também propensos a desenvolver doenças do trato urinário, por isso não devem permanecer fechados durante muito tempo em sítios onde não lhes é permitido fazer as suas necessidades, sob pena de se contribuir para o surgimento/agravamento do problema.

Outras doenças às quais os donos devem estar atentos são alergias, displasia da anca e problemas relacionados com a tiróide.

O Dálmata não vive confortável em temperaturas baixas e não deve ser deixado a viver no exterior, pelo menos durante as noites mais frias.
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Higiene [ editar ]

 O Dálmata é um cão limpo com um odor pouco intenso, o chamado “cheiro a cão” é imperceptível. Só deve tomar banho quando necessário.

O pêlo curto não exige muitos cuidados e escovagens semanais são suficientes. O Dálmata larga bastante pêlo, sobretudo na época da muda, duas vezes por ano.
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Surdez no Dálmata [ editar ]

Existe uma percentagem considerável de Dálmatas surdos. Estudos indicam que 10 a 12% dos Dálmatas são afectados por esta doença.

Apesar de os criadores estarem a tentar combater esta deficiência, os números devem ser suficientes para alertar os futuros donos de Dálmatas. Se pensa comprar um animal desta raça peça aos criadores atestados médicos em como os cães reprodutores ouvem dos dois ouvidos. Muitas vezes a doença passa despercebida, pois os cães podem ser surdos de apenas um ouvido.

Isto não quer dizer que um Dálmata surdo não seja um bom animal de companhia. Os Dálmatas com esta deficiência não devem conviver com crianças, mas de resto são capazes de ter uma vida com qualidade e feliz. Apesar de os Dálmatas serem dóceis com os mais pequenos, as crianças têm alguma dificuldade em entender porque os cães não respondem quando chamados e podem ser brutas ao tentar captar a atenção do animal.
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Comentários (30)adicionar comentário
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04.01
josete disse:
Hoje tenho na minha casa 7 dálmatas adultos e 8 dalmatas filhotes... 15 dálmatas no total... Resgatamos a ninhada toda, a mãe e um dos filhotes morreram no hospital por negligência da tutora relapsa, irresponsável e maldita.
27.11
cybelle disse:
Tenho a Palomaa agora ela está com 4 meses (28/11/2012, é muito ativa, quer companhia o tempo todo, quer brincar o tempo todo, não gosta de frio, gosta de correr na esteira e passear na praia. É muito carinhosa, mas quando escuta algum movimento estranho late, chama atenção pelas suas lindas pintas bem distribuídas.
03.07
josete disse:
Tenho 7 (sete) dálmatas, a minha casa parece a da Crela Devil. Resgatei a Valentina que foi atropelada e estava numa construção.
04.06
Rita54 disse:
Tenho uma Dálmata,ela tem 8 anos, seu nome é TINA, e ela é muito alegre e companheira.
14.04
JonyCordes disse:
Tenho um Dálmata com 2 meses ele chama-se Spot, ele é muito brincalhão, esperto, é uma boa companhia, já o ensinei a sentar, dou-lhe ração de marca e todos os dias cuido dele, mas percisava de uns conselhos como cuidar melhor dele.
02.04
Pumix disse:
Olá Amigos! Eu tenho uma menina Dálmata! Que se chama Puma! Ta na força da idade 2 aninhos!! Estou muito contente , é a minha companhia... Adora dormir junto ao corpo pois permanece quentinha! Um abraço Sofia
13.06
josete disse:
Desde 31 de maio tenho 6 (seis) dálmatas. Resgatei o Amon morrendo, pele, osso, sarna, infecção, desidratação e tristeza. Hoje fazem 13 dias que eles está comigo, ele está se recuperando, vai levar uns 3 a 4 meses para ele ficar normal como os outros cinco.
01.06
srYuki disse:
Olá! Tenho 1 Yuki, qs com 10 anos e Tive 1, Tb Dalmata, que morreu com 9, portanto há quase 19 anos... Têm personalidades completamente diferentes. Este, o Yuki, é um relaxado, amoroso, tonto, que só quer mimos e festas. Inteligente, mas teimoso. Obstinado (com o portão da rua). O outro, o Dakar, foi 1 autêntico cão de guarda. Aprendeu muitas mais coisas, inclusivé a não sair ao portão, qd entravam e saiam carros. Fazia rondas nocturnas e protegia os donos. Apreciava o mimo e o afecto, mas não o solicitava como o Yuki faz. :) Sendo o melhor guarda, era ainda assim um doce a brincar com crianças. O Yuki tb serelaciona bem com elas. Fico feliz ao tomar conhecimento de dalmatas com 15 e 18 anos. MUITO MESMO. O Dakar foi abatido depois de 2 anos com Lechemeniose. O YUKI... já teve uma espécie de AVC ou de apagão-geral, o primeiro que demos conta. Ainda o queremos ter por cá com aquela vitalidade e energia mto tempo!!!!
12.05
josete disse:
Desde 02/08/2010 tenho 5 (cinco) dálmatas. A minha nova pintadinha se chama Billie Jean. É linda, sapeca e surda, descobri aos 9 meses dela. Estou ensinando tudo por sinais, ela aprende bem depressa, dá gosto de ver. Visitem meus pintadinhos, tem inclusive foto dos cinco juntos.
08.04
SANTAMONICA disse:
eu tive uma dálmata que me foi roubada em agosto de 1994, era linda, inteligente, vivia em liberdade lá no campo e era feliz. eu também era feliz por tê-la. nunca mais consegui encontrá-la e ainda hoje, já lá vão quase 7 anos, choro por ela.
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